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Carioca é preso em hotel de João Pessoa durante operação que apura fraude na Cruz Vermelha

Foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (14), em João Pessoa, a Operação Calvário, que apura inúmeras condutas delituosas praticadas no âmbito de uma organização criminosa infiltrada na Cruz Vermelha Brasileira – filial do Rio Grande do Sul, dentre outros organismos não governamentais, incluindo o Órgão Central da Cruz Vermelha Brasileira, a filial da CVB no Estado de Sergipe e o IPCEP – Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional. Um carioca identificado como Roberto Calmon foi preso em um hotel da orla marítima de João Pessoa e encaminhado à Central de Polícia.
Contra Roberto foi cumprido um dos 11 alvos de mandados de prisão preventiva da Operação Calvário, desencadeada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba. Toda a cúpula da Cruz Vermelha foi presa. O objetivo da ação foi a prisão do empresário Daniel Gomes da Silva e outras 10 pessoas acusadas de desviar ao menos R$ 15 milhões de recursos públicos em contratos firmados junto a unidades de saúde.
Confira as informações repassadas pelo Gaeco da Paraíba
Conforme apurado no curso das investigações, a organização criminosa infiltrada na CRUZ VERMELHA BRASILEIRA é comandada por DANIEL GOMES DA SILVA, ex-dirigente da empresa TOESA SERVICE S/A, que já possui anterior condenação criminal em primeira instância, pelo crime de peculato, em razão de sua empresa ter sido contratada por valores superfaturados para o serviço de manutenção de ambulâncias à Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (Processo nº 001664696.2012.4.02.5101).
Operando sob a denominação e o CNPJ destas entidades não governamentais, a organização criminosa comandada por DANIEL GOMES DA SILVA obteve acesso a mais de R$ 1,1 bilhão de reais em recursos públicos, para a gestão de unidades de saúde em outras unidades da Federação.
Além de desviar recursos públicos, a organização criminosa ainda se apropriou indevidamente de recursos privados que haviam sido confiados à CRUZ VERMELHA BRASILEIRA – ÓRGÃO CENTRAL (posteriormente sucedida pela filial da CVB no Estado de SERGIPE) pela empresa multinacional HYDRO ALUNORTE3, para gestão de projeto de recuperação de acidente ambiental ocorrido no Município de Barcarena, no Estado do Pará.
Por intermédio desses mecanismos, foram desviados milhões em recursos públicos da saúde, no período entre julho de 2011 e a presente data, sendo certo que tal estimativa é muito inferior ao valor real do dano causado ao patrimônio público, dado que somente foram computadas as despesas da CVB-RS com uma pequena parcela de fornecedores que prestam serviços em unidades de saúde do Município e do Estado do Rio de Janeiro, notadamente não alcançando os desvios de recursos públicos decorrentes da atuação da organização criminosa no Estado da Paraíba, onde a mesma vem auferindo centenas de milhões de reais desde o ano de 2011.

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