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Preço alto da gasolina é culpa dos impostos, afirma representante da categoria

Foto: Paraibaonline
Enquanto o posto aufere lucro bruto de 10%, o Governo do Estado aplica uma alíquota de 29% sobre o preço de R$ 4,76, mesmo o posto vendendo ao consumidor por R$ 4,65 ou mais barato”.
A fala é do presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustível do Interior da Paraíba (SINDREV), Bruno Agra, ao explicar que o desconto aplicado pela refinaria não chega integralmente ao consumidor, devido aos tributos cobrados pelo Governo do Estado da Paraíba, através da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.
Para detalhar mais a questão, Bruno explicou o que chamou de “pirâmide”, onde no topo está a refinaria Petrobrás, em seguida a distribuidora, que na Paraíba localiza-se em Cabedelo, para chegar aos postos e depois ao consumidor final.
– Quem tem o poder de reduzir este preço são os tributos, consequentemente os políticos baixam estas alíquotas – relatou Bruno.
Assim sendo, mesmo com a baixa de R$ 0,40 centavos no preço do litro da gasolina na refinaria, os postos só conseguem repassar, descontos R$ 0,12 a R$ 0,15, pois a taxa do ICMS onera o valor final.
– Antes a alíquota do ICMS era cobrada sob um valor de R$ 4,65, depois aumentou para R$ 4,70 e na última quinzena o ICMS taxou o litro da gasolina em R$ 4,75. Ou seja, enquanto a refinaria baixou, a base do cálculo do Estado aumentou – relatou o empresário.
Para dar mais detalhes, Bruno disse que a composição do preço da gasolina hoje na Paraíba, com média de 4,65, pode ser entendida da seguinte forma: 10%, em média R$ 0,40 ou R$ 0,45, compõe a receita bruta do Posto do Combustível, que ainda tem outras despesas fixas inerentes ao mercado, os demais valores correspondem a refinaria e distribuidora com 30%, e os outros 55% são praticamente de tributos diretos.
Quando questionado sobre a gasolina em algumas cidades do interior ter um valor menor que em Campina, Bruno explicou que é preciso analisar uma conjuntura, não apenas de logística, mas de segurança e mão de obra.
– Normalmente estes postos estão localizados nas rodovias, para atrair não só a população da cidade, mas da região. Para isso, baixam a margem de lucro na venda do litro, para ganhar em volume de venda – relatou o presidente, afirmando que a atividade é uma das mais fiscalizadas pelo Fisco Estadual, sendo a 3ª maior contribuinte do ICMS.
Informações concedidas à Rádio Panorâmica FM, nesta sexta-feira, 16 de novembro.
Fonte: Paraiba Online

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