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Aos 35 e sem jogar desde 2016, Obina se aposenta: “Quietinho”

Sorriso fácil, fala tranquila, sinceridade e um faro de gol apurado. Quase tudo continua como sempre foi com o baiano Obina, mas o faro de gol deu uma pausa. Não só ele, o futebol, na verdade. O atacante que começou a carreira no Vitória e vestiu a camisa de Flamengo, Palmeiras, Atlético-MG e Bahia não resistiu às dores provocadas por uma lesão no calcanhar. Aos 35 anos, o corpo não aguentou mais, e ele decidiu se aposentar. Parou após 16 anos como profissional, período em que conquistou títulos importantes, como a Copa do Brasil. Mas a trajetória ultrapassou a barreira dos troféus e foi parar no imaginário coletivo. Com a camisa do Fla, o baiano da ilha de Vera Cruz virou ídolo, aquele que nas arquibancadas era considerado “melhor que Eto’o”.
Até a última quarta-feira, Obina não havia anunciado publicamente a aposentadoria. O fez durante uma entrevista de mais de 20 minutos para o GloboEsporte.com. O bate-papo foi além de uma simples declaração sobre o fim da carreira. Passou pelas lembranças de quando era apenas um garoto que sonhava em ser igual a Ronaldo Fenômeno, o problema físico que o impede de atuar desde 2016 e também a vontade de ficar mais tempo com a família.
– Então, neste momento, eu estou deixando o futebol. Acho que é a primeira vez que eu falo isto. Não tinha falado para ninguém. Tive uma contusão no Japão, rompi o tendão de Aquiles, tentei tratar um bom tempo. Momento de estar com a família, e pela idade. Era um momento meu de curtir a minha família e de dar um tempo do futebol. Também por conta das dores que eu sentia depois do treino, mesmo sendo bem tratado, eu não estava tendo condições de fazer aquilo que eu gosto e da maneira que eu gosto.

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